segunda-feira, 30 de Novembro de 2009
Tecnologias da Informação e Comunicação
sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
30 de Março - Oficina da Escrita: Acrósticos Primaveris
31 de Março - Oficina da Pintura: Um Jardim de Azulejos
1 de Abril - Oficina da Leitura: Pinóquio
Oficina da Escrita: Receita para fazer um mentiroso
2 de Abril - Jogos no exterior
6 de Abril - Leitura ao ar livre dos textos redigidos
7 de Abril - Oficina da Ecrita: Declarações Alfabéticas
9 de Abril - Caça ao Tesouro da Páscoa
Acrósticos Primaveris
Pássaros, muitos pássaros e flores nos
Ramos das árvores eu vejo.
Importantes abelhas a trabalhar nos
Malmequeres do meu jardim.
Agora é tudo mais colorido:
Verde, azul, amarelo...
E também há mais calor.
Rios de alegria correm...
Ai como eu gosto desta Estação!
Verónica Castro
terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
ACTUAÇÃO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE GONDOMAR
QUE FUTURO PARA OS JOVENS ADULTOS COM DEFICIÊNCIA?
No percurso de vida da pessoa com deficiência, primeiro esteve a família, depois a Escola, depois a CERCI.
A família e a escola preocupam-se em ser um suporte e uma passagem. Anseiam por dar oportunidades para uma vida activa, uma vida como a dos “outros”. A CERCI, vivendo à sombra do número dos que a frequentam, parece satisfazer-se no pobre propósito de guardá-los para si. Por mais que se disfarce de paraíso, se não for espaço de transição, transforma-se num triste gueto. As pessoas nela ficam, nela envelhecem...
A pessoa com deficiência pertence à sua comunidade. Ninguém tem o direito de desviá-la deste caminho.
A comunidade, por sua vez, tem o dever de chamá-la para o seu seio, de se preparar para recebê-la e para incluí-la. O dia em que a pessoa com deficiência voltar para a sua comunidade, será o dia da sua maioridade e da sua libertação. Então, os seus problemas não serão de uma minoria, mas de todos nós e salas como esta estarão a abarrotar de gente...
O que acabámos de dizer não é uma utopia e, se o for, apetece-nos morrer com ela...
quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
“LA CATRELLE”
Esta carrinha assim toda artilhada
Como raridade é a moda bem decente
Apesar dos muitos mil quilómetros de estrada.
Desconcertante motivo de alegria
E da admiração de muito boa gente
Tem como destino apoiar a minoria
Desta gente tão especial e diferente.
Como nós lá mantém a juventude
Com retoques que por pudor não mostra
Feliz se prende assim nesta atitude
De valorizar com chapa e tinta a nossa aposta.
Sempre pronta p`ra cumprir mais um destino
Com paciência cumpre o seu diário.
Em cada curva balança como um sino
Deixando onde passa o seu ar tão solidário.
Com a sigla concebida em fino traço
Ganhou no novo toque outra beleza
Deixou-se assim prender no novo laço
De divulgar a inclusão que tanto preza.
Já nada desvaloriza esta elegância
O dólar fraco, o euro, outras manias
Nem nada há que lhe retire a militância
De connosco se perder p`las minorias.
É um regalo vê-la neste seu aprumo
Levando de uma só vez carregadinha
A Celeste, o Telmo, o Filipe e o Nuno
E a cadeira, na mala, arrumadinha.
quarta-feira, 5 de Novembro de 2008
Inclusão
funde-se com o de tantos
esmera-se zelosamente
e rende-se...
O meu mundo é o teu
tu que choras e ris
tu que sofres e és feliz
tu que pensas ser imperfeito
num mundo que cegamente
reclama a perfeição.
O meu mundo é este:
é o que sendo meu
também é teu, ó ser imperfeito,
é aquele que por ser nosso
se torna no mais perfeito de todos...
Carla Lima
Benjamim Amorim Pinto
29/06/2008
sábado, 28 de Junho de 2008
Os Adultos e as Tecnologias da Informação e Comunicação
segunda-feira, 2 de Junho de 2008
SEMANA DO AMBIENTE
HISTÓRIA DE UMA BONECA SÓ COM CABEÇA
Deitaram-me ao lixo.
Caí do caixote do lixo e fui parar à berma da estrada.
Os carros passavam por mim e eu estremecia de medo.
Numa noite chovia tanto que fui levada na corrente da água e, aos tropeções, cheguei ao rio.
Ah, como eu senti frio! Nadei, nadei... andei para a frente e para trás e tive medo de nunca mais chegar à margem. Ah... como era bom chegar à margem... mas não perdi a esperança.
Esperei. A noite chegou e a lua batia-me na cara. Nadei e voltei a nadar.
De manhã, ao romper do sol, alguma coisa me picou. Meu Deus! Ui, que dores! Que coisa tão esquisita... Fui arrastada e, de repente, umas mãos agarraram-me e ouvi:
- Oh... em vez de um peixe apanhei uma boneca velha!
Era um pescador irritado por me ter apanhado com a sua cana de pesca. Tirou-me do anzol e pôs-me de lado.
- Só me faltava esta... uma boneca velha! E perdeu o resto do corpo... só lhe restou a cabeça. Não presta para nada!- disse o pescador.
E ali fiquei. Passado algum tempo, quando se ia embora, as mãos agarraram-me de novo e ouvi:
- Anda cá cabeça tonta! Vou levar-te comigo! Afinal, desde que te apanhei, deste-me sorte. Hoje levo para casa o meu cesto cheio de peixe. Deste-me mesmo sorte. Mas precisas de um bom banho!
E eu pensei: Oh... Mais banho ainda?!?
E aqui vim parar. O pescador, depois de me limpar, ofereceu-me à biblioteca de Sanguedo. Assim como lhe dei sorte a ele, diz que também darei sorte a todos os meninos que ouvirem a minha história!
Era uma vez duas bonecas gémeas que, depois de serem abandonadas, foram encontradas por uma gata sem dono. Ela deu-as a um filhote para que ele pudesse brincar. O gatito ficou encantado com os brinquedos. Vinham mesmo a calhar para os seus dentes e unhas afiadas.
Gémea de calças:
- Ufa! O que passamos para aqui chegar...
Gémea de Saia:
- Eu digo o mesmo. O que passámos para aqui chegar... Recordas-te do gato, mana?
GC:
- Se recordo... Aquele gato era novinho e só queria brincadeira...
GS:
- Ai, quando me lembro... Que unhas afiadas!
GC:
- E os dentes?!? Ai, que dentes afiados... Espetavam tanto! Não tinha cuidado nenhum com a brincadeira...
GS:
- Às vezes deixava-nos em paz. De repente, sem avisar, cravava-nos as unhas e atirava-nos ao ar. Dias inteiros a dançar naquelas patitas... Não nos deixava em paz.
GC:
- Só quando adormecia e ia comer é que nos víamos livres dele...
GS:
- E nós, sem podermos fazer nada, lá ficávamos à espera de mais umas dentadas.
GC:
- O que valeu, foi que, com o passar do tempo, ele cresceu e acabou por nos deixar em paz.
GS:
- Livrámo-nos de boa! Ainda temos algumas cicatrizes e nódoas negras por causa desse malvado...
GC:
- Mas se não fosse aquela menina simpática, ainda agora estaríamos nas patas de outro gato ou numa grande lixeira....
GS:
- É verdade! Essa menina apanhou-nos do chão e levou-nos dentro da mochila dela. Depois, falou com os pais e decidiram lançar-nos dentro de uma máquina de lavar juntamente com umas roupas velhas.
GC:
- Ui... andámos às voltas...
GS:
- E que voltas... Fiquei tão enjoada...
GC:
- Rodávamos para um lado, rodávamos para outro... Levamos com água fria, depois quente...
GS:
- Ui... que quente...
GC:
- Engolimos bolas de sabão...
GS:
- Brrrrrrrrr... Mas no fim, depois de bem sequinhas valeu a pena...
GC:
- Sim, que bonitas ficámos outra vez!
GS:
- A menina vestiu-nos estas roupas bonitas, cuidou-nos estas feridas e ouvimos: “Vou dar-vos uma nova vida; vou dar-vos à biblioteca para contarem a vossa história aos meninos”
GC:
- E aqui estamos!
AS PERIPÉCIAS DE UM PALHAÇO
Olá!
Eu sou o palhaço BOCAS.
Tenho este nome porque não consigo parar de falar.
Estar calado, para mim, é um grande castigo.
Não sei se estão a perceber, mas o que eu gosto mesmo é de falar...
E eu sei que vocês também! Por isso vamos todos aquecer a voz...
Digam todos:
Ah...
Ah.. Ah...
Ah... Ah... Ah...
Ah... Ah... Ah... Ah...
MAIS ALTO:
Ah...
Ah... Ah...
Ah... Ah... Ah...
Gostaram?
Pronto, então agora já se podem calar... Quem vai falar agora sou eu. Não se esqueçam que eu é que gosto muito de falar!
Onde trabalham os palhaços?
E vocês já foram ao circo?
E então o que faz o palhaço?
Preparem-se então para ouvir a minha história...
Nasci numa fábrica onde se fazem muito brinquedos.
Depois fui morar para uma loja de um centro comercial.
Muitas mãos pegaram em mim, mas foram umas mãos velhinhas que me agarraram e me levaram para junto da caixa registadora.
Embrulharam-me num papel colorido e assim estive, fechado, durante três dias.
Depois, foi a surpresa total...
As mãos velhinhas pegaram em mim e entregaram-me a um menino – o Jonas.
Esse menino estava vestido de palhaço. Eu não percebia por que é que o meu dono era um palhaço... Fiquei confuso... Pensei que estava num circo...
Mas não... Depois percebi que há uma festa com o nome Carnaval e era por isso que o Jonas estava assim vestido. Ele dizia que quando fosse grande queria ser palhaço.
Por isso é que, para espanto meu, ele tinha o quarto cheiinho de palhaços... Palhaços grandes, pequenos, de pano, de madeira, de plástico... TANTO PALHAÇO JUNTO!
Todas as noites nos juntávamos numa roda e fazíamos sabem o quê?
UMA GRANDE PA... LHA... ÇA... DA!!!!
Digam comigo:
PA...LHA.. ÇA... DA!
Contávamos anedotas. Pregávamos partidas uns aos outros.
Sabem, uma vez pregaram-me uma a mim que foi assim... vou contar.
Eu estava a dormir e, sem eu saber, limparam-me a cara e pintaram-me uma cara a chorar... De manhã eu acordei, olhei para o espelho... QUE SUSTO!!!
E eu que tenho sempre uma cara tão alegre, tinha uma cara de chorar, uma cara triste...
Sabem, até me desenharam uma lágrima gorda na cara.
Que susto me pregaram!!!
Mas eu também lhes fiz uma que nunca mais esqueceram.
Uma noite, acordei para ir ao quarto de banho e, como já estavam todos a dormir, decidi pregar uma partida bem gira!
Estavam todos com pijamas bem branquinhos e eu, sem ninguém se aperceber, sabem o que fiz?
Sabem?
Passei a noite inteira a pintar pijamas.
Nuns, pintei flores.
Noutros, pintas.
Noutros, ainda, corações.
E noutros sabem de que me lembrei? De lhes pintar os pijamas às riscas pretas.
Sabem o que pareciam? Como se chamam aqueles animais às riscas pretas e brancas?
Isso mesmo. Pareciam umas zebras!
Aquilo é que foi rir!!!
Foi assim:
Ah... (digam comigo)
Ah.. Ah...
Ah... Ah... Ah...
Ah... Ah... Ah...Ah...
Fazíamos do quarto dos brinquedos do Jonas um autêntico circo!
Mas, um dia, o Jonas cresceu e deixou de querer ser palhaço.
Meteu-nos a todos numa caixa de cartão.
A todos não... Pegou em mim e, decidido, disse:
- A ti, que és o mais divertido, vou oferecer-te à biblioteca de Sanguedo para que divirtas todos os meninos que te conhecerem.
E os meus amigos? Que será feito deles?
Decerto, um dia, vimos aqui contar a história deles...
